
gravura...
Porque às vezes não lembramos de nossos sonhos, porque nos esforçamos por ter uma linda lembrança, pode parecer necessidade de alma, de tenrra infância que queremos perpetuar.
Havia um lago resplandecente, onde as luzes pairavam mesmo sem sol, a lua ou simplesmente a cor do céu.
Pequenos peixes habitavam o fundo opaco de seu fundo, depositavam ali suas crias, que haveriam de nos orgulhar, trazendo de volta em cada verão nossa farta comida.
Não pegava mais do que era necessário, quando tinha dó de ser tão pequeno, o beijava e o devolvia ao lago, depois disso me dava por arrependido, preferindo as verduras e hortaliças.
Minha terra que sabia não possuir, entre cortava alguns vales verdejantes também, mas achava por conveniência que ali era o mais belo, valorizava este pedaço que me emprestaram, pois que seria transitório em quanto pudesse, e não tinha pressa, não tinha a fúria dos que desejam delimitar, cercar, adquirir, tudo apenas se encontrava lá, e lá era para todos.
Temperadamente me banhava quando o suor escorria-me, entrava até a cintura para sentir a diferença entre seu corpo e meu corpo, depois tomava certo fôlego, adentrava em suas profundezas em longo mergulho. No fundo mais clareado perto de espécie de alga, notava em seu chão poroso certo achado, mas que nunca o quis obter. Corrente de prata com medalha lembrando algum santo, estava presa em pequena rocha, atochada em areia, mas seu brilho pequeno é verdade, ainda se fazia em vida, as velas duram o quanto nossa escuridão se fizer presente, assim sempre ouvi. Este adorno depositado em dado tempo, não se sabe, mas eis que por desejo eu nunca o removeria, seria como que a respeito pela transitoriedade de todos nós, o deixaria ao tempo que tivesse que ser.
A noite como não havia televisão, esprestava-me minha voz de dentro.Minhas historias de arrepiar eram apenas a constatação de dias felizes, a lareira acesa e a lenha como a um relógio que ia bem devagar, queimando os últimos pedaços de uma vida que poderia ter durado anos, até centenas, sim, eu pensava naquelas arvores que já não tinham seus corpos preservados, ali estava um pedaço delas, como a ossos humanos, resquícios de uma aparição, tudo se transformava em brasas para esquentar a noite fria, pensava que até na morte estes seres são incríveis.
Meus olhos iam se embrenhando como se transformassem em uma pequena formiga, percorriam as madeiras daquela lareira, ficavam bem perto das brasas e as observava, vês ou outra o calor era intenso para meu pequeno corpo, então me retinha em prosseguir, apenas o sono entorpecido daquela sala, daquele animal.
Por vezes acordei no meio da noite, sentindo todo um prazer de ter acompanhado minhas próprias historias ao pé de minha amiga.
Porque às vezes não lembramos de nossos sonhos, porque nos esforçamos por ter uma linda lembrança, pode parecer necessidade de alma, de tenrra infância que queremos perpetuar.
Havia um lago resplandecente, onde as luzes pairavam mesmo sem sol, a lua ou simplesmente a cor do céu.
Pequenos peixes habitavam o fundo opaco de seu fundo, depositavam ali suas crias, que haveriam de nos orgulhar, trazendo de volta em cada verão nossa farta comida.
Não pegava mais do que era necessário, quando tinha dó de ser tão pequeno, o beijava e o devolvia ao lago, depois disso me dava por arrependido, preferindo as verduras e hortaliças.
Minha terra que sabia não possuir, entre cortava alguns vales verdejantes também, mas achava por conveniência que ali era o mais belo, valorizava este pedaço que me emprestaram, pois que seria transitório em quanto pudesse, e não tinha pressa, não tinha a fúria dos que desejam delimitar, cercar, adquirir, tudo apenas se encontrava lá, e lá era para todos.
Temperadamente me banhava quando o suor escorria-me, entrava até a cintura para sentir a diferença entre seu corpo e meu corpo, depois tomava certo fôlego, adentrava em suas profundezas em longo mergulho. No fundo mais clareado perto de espécie de alga, notava em seu chão poroso certo achado, mas que nunca o quis obter. Corrente de prata com medalha lembrando algum santo, estava presa em pequena rocha, atochada em areia, mas seu brilho pequeno é verdade, ainda se fazia em vida, as velas duram o quanto nossa escuridão se fizer presente, assim sempre ouvi. Este adorno depositado em dado tempo, não se sabe, mas eis que por desejo eu nunca o removeria, seria como que a respeito pela transitoriedade de todos nós, o deixaria ao tempo que tivesse que ser.
A noite como não havia televisão, esprestava-me minha voz de dentro.Minhas historias de arrepiar eram apenas a constatação de dias felizes, a lareira acesa e a lenha como a um relógio que ia bem devagar, queimando os últimos pedaços de uma vida que poderia ter durado anos, até centenas, sim, eu pensava naquelas arvores que já não tinham seus corpos preservados, ali estava um pedaço delas, como a ossos humanos, resquícios de uma aparição, tudo se transformava em brasas para esquentar a noite fria, pensava que até na morte estes seres são incríveis.
Meus olhos iam se embrenhando como se transformassem em uma pequena formiga, percorriam as madeiras daquela lareira, ficavam bem perto das brasas e as observava, vês ou outra o calor era intenso para meu pequeno corpo, então me retinha em prosseguir, apenas o sono entorpecido daquela sala, daquele animal.
Por vezes acordei no meio da noite, sentindo todo um prazer de ter acompanhado minhas próprias historias ao pé de minha amiga.
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