As ruas me parecem cheias,
Cheias de vocês, mas vocês são plurais de algum coletivo imenso, algum plural.
Temo por esta multiplicação, por esta proliferação.
Eu me recosto em um velho banco, de uma velha praça em decadência, e em pouco tempo já não estou mais ali...
Porque me chamas em seus sonhos se não posso ficar?
Suas mãos me parecem brancas, e alva é sua pele, de algum campo de neve a onde não posso entrar, então apenas vejo do alto de uma colina toda uma majestade de um reino que não entendo.
Você flutua ao em vês de andar, desliza suave sobre a neve, e mesmo sem atrito, eu vejo suas pegadas.
Existem alguns lobos que te rodeiam, mas eles como a encanto te obedecem, e como cães dóceis te protegem.
Porque me chamas em seus sonhos, se não posso ficar?
Entendo pouco a pouco sua cina, os meus porquês são agora as pequenas rachaduras deste campo de gelo, e para que o lago não desperte de sua catatônica fluidez, meus medos se paralisam, e sinto suas mãos em meus ombros a me levantar.
Você é meu anjo amigo, meu Diamante.
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