
São de leveza constante, sua massa é incaulável, seu centro gravitacional não gira em torno de nada, e se nada fosse ninguém, seria como uma multidão fadada ao extermínio natural, pois que seus espíritos aqui não cabem mais, não se projetam para nenhuma onda, então não vão, e se não vão, preciso é que se renovem, no escuro espaço das erraticidades.
Os ventos que seguem levam onde cálculos não somam, de longe é palavra passada, então anos e anos, e finalmente diremos anos luz para contemplar essa imensidão, que nossos vocábulos, quais o balbuciar de uma criança em tenrra idade parece.
Não emitiremos sons antigos de comunicação ancestral, faremos da energia correlata e ambígua, mesmo dividida nossa soma de idéias, e mesmo que conflitem em resultados, saberemos que somos passageiros de varias estações, de vários lugares, mas o destino será apenas um.
Lentamente como a um holograma, passam-se imagens esmaecidas de outrora. Um menino pequeno corre ao parque, de súbito seu balão de gás se solta e ele o deixa, de sua mão alçar aos céus, e vai olhando com seus olhos marejados, e entende em sua cepção o destino do balão.
Os vórtices são as pessoas, que vão e que vem, umas seguram seus balões até que estourem, e outras os soltam no ar.
Heber
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